Nesta seção você vai conhecer (e aplicar) todos os comandos que são utilizados para escrever
o código do Arquivo da Rota. Cada comando é responsável por um tipo de ação: criar trilhos paralelos,
plataformas, trens estáticos, postes, sinalizações, prédios, demais objetos, etc...
Usa-se o Bloco de Notas (Acessório do Windows) para escrever
o código do Arquivo da Rota. Ele é escrito em formato de texto-puro (.TXT), mas deverá
ser salvo com a extensão .CSV, na pasta ROUTE do BVE.
Conforme vimos anteriormente, o código é escrito a partir da chave [With Track].
Todos os objetos a serem utilizados deverão estar préviamente cadastrados na chave [With Structure].
Antes de aplicar qualquer comando ou bloco de comandos, deve-se informar a quilometragem (em metros).
Com a chegada do Open BVE, evite usar o quilômetro zero.
Use, preferencialmente, o quilômetro 1000 ou 2000 como primeira linha de comando.
Abaixo, as regras básicas, que deverão ser obedecidas, para que o Arquivo de Rota seja corretamente
interpretado pelo BVE, com um mínimo de mensagens de erro (ou bugs):
1) Muito cuidado com a pontuação do código!!.
O ponto (.) inicia o comando. O ponto-e-vírgula (;) separa os parâmetros.
A vírgula (,) finaliza o comando.
2) Parâmetros com valores negativos (-) indicam uma ação para a
esquerda, ou descem;
3) Parâmetros com valores positivos (sem sinal algum), indicam uma ação para a direita, ou sobem.
4) Os comandos devem ser informados em incrementos de 25 metros (2100; 2125; 2150; 2175; 2200; etc...).
Entretanto, pode haver exceções,
especialmente quando o objeto a ser posicionado é de pequenas dimensões. Vamos aos comandos:
.RailStart; Rail e RailEnd
Estes comandos criam os trilhos paralelos. Para iniciar um trilho, usa-se .RAILSTART
Para mudar os trilhos de direção, usa-se o comando .RAIL.
Para encerrar a exibição do trilho, usa-se o comando .RAILEND.
Para os 3 comandos, a sintaxe é:
Rail n1;n2;n3;n4, onde:
n1 = número livre definido ao trilho, limitado a 16
n2 = distância em metros, em relação ao trilho zero (onde seu trem corre)
n3 = altura, em relação ao solo. O padrão é zero.
n4 = número-índice do tipo de trilho, definido na seção [With Structure]
Alguns exemplos:
1025,.RailStart 1;0;0;5, (inicia trilho 1; na pista 0; zero de altura; tipo 5)
1050,.Rail 1;-1;0;5, (trilho 1; desloca-se 1 metro à esquerda; zero de altura; tipo 5)
1075,.Rail 1;-2;0;5, (desloca-se 2 metros à esquerda;)
1100,.Rail 1;-3;0;5, (3 metros à esquerda;)
1125,.Rail 1;-4;0;5, (4 metros à esquerda;)
1425,.RailEnd 1;-4;0;5, (encerra exibição do trilho 1; 4 metros à esquerda; 300 metros à frente)
Minhas dicas:
1) Por ser um comando muito usado, alguns cuidados devem ser tomados:
Por possuir 4 parâmetros, verifique se a pontuação está correta. Estes comandos só funcionam se informados
nos incrementos de 25 metros (2000; 2025; 2050; 2075; 2100, etc...). Não adianta colocar um comando na linha 2040 ou 2110, o trilho não será exibido.
2) O seu trem corre no trilho zero (ou trilho funcional). Ele sempre será o seu ponto de referência.
Para facilitar a localização de um trilho paralelo no Arquivo da Rota, use números livres ímpares (1,3,5,7,9,11,13,15)
para os trilhos à esquerda. Use números livres pares (2,4,6,8,10,12,14,16) para os trilhos à sua direita.
3) O trilho zero (ou trilho funcional) é gerado automáticamente pelo BVE, você não
precisa informar um .RAILSTART 0;0;0;0,,,
4) Os comandos .RAILSTART ou .RAIL exigem finalização, ou seja, encerre a exibição
do trilho com um .RAILEND. Caso negativo, ele será exibido infinitamente ao longo da rota.
.Height
Faz com que o solo ou terreno desça ou suba, em relação aos trilhos.
Sua sintaxe é bem simples, .Height n,. Veja os exemplos:
.Height 1, (o terreno desce 1 metro)
.Height 3, (o terreno desce 3 metros)
.Height 0.3, (o terreno desce 30 centímetros)
.Height -0.4, (o terreno sobe 40 centímetros. Cuidado, os trilhos poderão ficar soterrados...)
Se este comando for usado sózinho, os trilhos ficarão suspensos no ar. Por isto,
será preciso aplicar o comando a seguir, o "DIKE". Para voltar o terreno ao nível dos trilhos,
é só informar um .HEIGHT 0,
.Dike e DikeEnd
Exibe os aterros (ou diques) nas laterais da via permanente. Os aterros ou diques
só vão aparecer se foi dado um comando .HEIGHT antes. Sua sintaxe é:
.DIKE n1;n2;n3, onde:
n1 = índice do trilho
n2 = os lados: 1 (direita); -1 (esquerda); 0 (os dois lados)
n3 = índice do tipo de dike, definido em [With Structure]
Alguns exemplos:
1075,.Height 1,.Dike 0;1;5, (da pista zero; exibe à direita; dike tipo 5)
1175,.Dike 0;-1;3, (da pista zero; exibe à esquerda; dike tipo 3)
1225,.Dike 0;0;4, (da pista zero; exibe os dois lados; dike tipo 4)
1350,.Height 0,.DikeEnd 0, (finaliza o dike)
Minhas Dicas: O comando .DIKE exige finalização com um .DIKEEND. Caso contrário, o aterro
será exibido infinitamente na rota. Ou então você receberá a seguinte mensagem de erro do BVE:
"OBJECT VARIABLE WITH BLOCK VARIABLE NOT SET".
Para mudar de um tipo de dike para outro e na mesma pista, não é preciso dar um .DIKEEND.
Use a sua criatividade: Com os comandos RAIL e DIKE, você poderá criar os morros
que irão cercar a via férrea.
Usei este recurso para fazer os morros da Rota Pinda a Expedicionária
(ih... estou começando a revelar os meus segredos...)