A seção "With Track" (Conhecendo e aplicando os vários comandos...)
A quarta e última seção do Arquivo da Rota é certamente a mais importante de todas.
Nesta seção é escrito o código, ou seja, são aplicados todos os comandos válidos,
para que as ações requisitadas pelo autor sejam realizadas, enfim, para que a futura rota ganhe vida.
Seja a criação de trilhos paralelos, plataformas, trens, prédios, árvores, vegetações,
morros, aterros, terrenos, etc... tudo é feito através dos comandos.
Não é necessário saber Visual Basic, basta apenas decorar os comandos e suas respectivas sintaxes.
Fazendo uma comparação, é mais ou menos como acontecia nos anos 90, quando tínhamos que saber os comandos do
sistema operacional MS-DOS para mexer em qualquer programa do computador. O Windows era, naquela época, uma mera interface gráfica.
Até que surge o Windows 95, o primeiro Windows que era realmente um sistema operacional, acabando de vez
com o tosco e inamistoso ambiente de tela preta e caracteres do MS-DOS, que nada mais era do que uma versão
mais "amigável" e "domesticada" do UNIX.
Antes de começar, aconselho aos futuros candidatos a construtores de rotas que iniciem
o seu trabalho com rotas fictícias ou imaginárias. À medida em que o conhecimento e a confiança
forem aumentando, poderão se aventurar em escrever rotas baseadas em ferrovias reais.
Importante dizer que, para fazer rotas baseadas na coisa real,
o futuro desenvolvedor deve ter intimidade com a rota, ou seja, presume-se que utiliza o trajeto
e seus trens diáriamente, seja como meio de transporte ou lazer.
Deve conhecer os trens, as estações, as curvas, a sinalização, os sons característicos, etc...
Pode ser difícil memorizar, imaginar e depois reproduzir uma rota no BVE tendo-se apenas a
perspectiva da visão lateral das janelas do trem.
Procure fazer o trecho a pé e/ou fotografar os pontos de interesse, se possível.
O ideal seria viajar na cabine do maquinista e filmar todo o trajeto, mas isto já é mais difícil...
Nesta seção, note que, antes de qualquer comando, a quilometragem da futura rota deverá ser préviamente
definida, em incrementos de 25 metros. Entretanto, alguns objetos precisam ser posicionados
fora desta regra. Com a chegada do Open BVE, evite usar o quilômetro 0, use preferencialmente
uma quilometragem inicial com 1000 ou 2000, como primeira linha de comando.
Na próxima página, serão descritos, em detalhes, todos os comandos utilizados e suas sintaxes,
para que você possa adquirir o conhecimento e a confiança necessários para
escrever o seu próprio Arquivo da Rota. Enquanto não souber criar os seus próprios objetos 3-D,
a única solução é "pegá-los emprestado" de outras rotas.
Utilize o Structure Viewer do Sr. Mackoy
para visualizar e depois escolher os objetos.
IMPORTANTE!!! Não esquecer de pedir autorização
ao autor dos objetos, se pretender usá-los em sua futura rota (especialmente se for divulgá-la na Web).
Na ilustração abaixo, observe a seção "With Track". Note a série de linhas de código, precedidas por uma
numeração (quilometragem),
onde os comandos são aplicados em linhas ou blocos. Por motivos óbvios
de espaço, apenas uma parte do Arquivo da Rota (o trecho inicial) está sendo exibida aqui.