Conhecendo mais sobre o Simulador de Trens BVE
Boso View Express (ou BVE) é um simulador de trens "freeware" (grátis), onde você
conduz o trem em um determinado trajeto (ou rota).
A primeira versão do BVE foi lançada oficialmente em 1996. Seu criador é um
engenheiro japonês que, por muitos anos, se manteve anônimo, só o conhecíamos pelo apelido, Sr.
Mackoy. Ele só revelou sua identidade 10 anos depois (em 2006), seu nome é Takahi Kojima.
Foram lançadas várias versões do BVE, sempre com a adição de aperfeiçoamentos e funcionalidades, enfim
melhoramentos significativos em relação às versões anteriores. Tudo isso para que o Simulador de Trens BVE
sempre atingisse um grau de excelência e perfeição na simulação, seja no comportamento dos trens ou nas
paisagens ferroviárias exibidas ao longo das inúmeras rotas, concebidas
por fãs do BVE da Europa, Ásia, América do Norte e Oceania.
O Simulador de Trens BVE é jogado em primeira pessoa, ou seja, a perspectiva é a
de dentro da cabine do trem, sempre visualizando o painel de frontal de instrumentos,
onde você é o maquinista.
OBJETIVO PRINCIPAL DO SIMULADOR DE TRENS BVE:
Conduzir o trem na rota, respeitando a sinalização e procurando chegar nos horários estabelecidos pela tabela
(nem atrasado e nem adiantado), sempre utilizando uma condução
segura e suave, que não ponha em risco a vida ou a integridade física dos seus "passageiros".
Mas a simulação não precisa ser seguida à risca. Apenas conduza o trem e aproveite para apreciar as paisagens!
A condução dos trens lhe proporcionará boas (e longas) horas de entretenimento e prazer no seu computador,
pois o BVE lhe dá a sensação de estar conduzindo um trem de verdade, graças à
excelente reprodução dos três fatores abaixo:
Sons ferroviários realísticos, tais como: o barulho dos truques passando nas emendas de trilhos,
trilhos soldados contínuos, o motor diesel acelerando, motores de tração, acionamento de freios, apitos, passagem em viadutos,
pontes, cruzando com outros trens, anúncios de estação, etc...
Excelente capacidade de reprodução gráfica em 3-D, onde é possível
construir vias permanentes (trilhos, dormentes e lastro) com boa definição, assim como
desvios (AMV's), intersecções, postes, catenárias, estações, pátios, sinalizações e
demais objetos ferroviários mostrados ao longo de uma rota.
Especial destaque deve ser dado para o comportamento dinâmico do trem, que
balança e chacoalha lateralmente, assim como na vida real.
Infelizmente no Brasil todos os trens de passageiros regulares foram suprimidos.
Alguns serviços foram mantidos, tais como o trem de passageiros da CVRD-EFVM (Vitória-Belo
Horizonte), a E.F. Carajás na região Nordeste, e só.
Há algumas linhas turísticas em operação, geralmente de curta distância, restauradas bravamente por fãs de trens,
sócios de associações de preservação ferroviária, e colaboração voluntária de ferroviários aposentados.
Não podemos nos esquecer dos metrôs e trens de subúrbio, presentes e necessários, sobretudo
nas capitais brasileiras. É muito pouco para um país de dimensões continentais
como o Brasil.
Então por que não passear virtualmente de trem no BVE, usando o seu computador, no conforto do seu lar??
COMO FUNCIONA O BVE
O Simulador de Trens BVE é um programa pequeno, ele sózinho ocupa apenas 3 Mb de espaço no disco rígido.
Por isto, apresenta uma concepção estrutural bastante simples, onde apenas 5 elementos são necessários:
Os arquivos principais que fazem o simulador funcionar;
Uma pasta que contenha os Objetos 3-D e Texturas/bitmaps das rotas;
Uma pasta que contenha os Arquivos de Rota;
Uma pasta que contenha os Trens
Eventualmente, pastas que contenham os sons adicionais de uma rota
A alma de uma rota no BVE é o Arquivo da Rota. É através dele que o trem é chamado, os objetos
3-D são exibidos, os horários são cumpridos.
Os Arquivos de Rota são constituídos de texto-puro, padrão .TXT, portanto podem ser abertos e
visualizados com o WordPad do Windows (Acessórios). Ao abrir estes arquivos, note as inúmeras,
às vezes centenas, linhas de código. Linhas de código são instruções que devem ser dadas a fim de que uma ação,
naquele ponto especificado, seja realizada na rota.
As linhas de código são conjuntos de comandos válidos oriundos do Visual-Basic, a linguagem
de programação usada para escrever o BVE.
Estes comandos serão discutidos, um a um, em uma próxima seção neste site, a ser aberta.
COMO OS AUTORES DECIDEM CONSTRUIR UMA ROTA
Os autores de rotas para o BVE são, antes de qualquer coisa, fãs de trens.
Essa paixão geralmente surge na infância, seja naquela viagem nas férias escolares para visitar parentes (que era possível
realizar há até 20 anos atrás, aqui no Brasil...), seja como meio de transporte para o trabalho ou escola, seja aquela linha ferroviária
de trens de carga que fica perto da residência, aquela viagem turística inesquecível...
Por estas razões, os autores procuram construir as rotas do BVE com base nas rotas reais.
Contudo, há também muitas rotas fictícias, feitas de acordo com a imaginação do autor.
Sejam reais ou fictícias, construir rotas para o BVE não é tarefa fácil. A construção de uma rota
exige tempo, paciência e muita dedicação.
A elaboração de uma rota envolve duas fases: A construção dos objetos 3-D, simultâneamente
com a confecção do Arquivo da Rota. As vezes, no meio da codificação do Arquivo da Rota (e sua constante renderização para ver os resultados),
faltou um certo objeto 3-D para aquele determinado trecho da rota. É preciso parar um pouco a codificação para construir o Objeto 3-D faltante, a fim
de que o ritmo do trabalho não seja prejudicado.
Existe um programa, desenvolvido pelo alemão Uwe Post, de nome ROUTEBUILDER,
que confecciona Arquivos de Rota para o BVE.
Mas apresenta algumas limitações, os resultados obtidos são apenas razoáveis.
As rotas mais conhecidas do BVE, que apresentam excelente qualidade no realismo,
são sempre feitas "á mão", como se fossem obras de arte.
Para escrever um Arquivo de Rota, usa-se o WorPad do Windows. Para construir os objetos 3-D, usa-se
o Bloco de Notas (Notepad). Ambos são acessórios do Windows. Para visualizar o resultado
de uma codificação no Arquivo da Rota, usa-se o Track-Viewer. Já para os objetos 3-D, usa-se
o Structure Viewer, ambos utilitários fornecidos pelo Sr. Mackoy. Para as texturas dos objetos 3-D,
serão necessárias fotos tiradas das ferrovias reais, seus trens, etc...
Como vimos, tudo isto demanda tempo. É preciso conciliá-lo com a nossa vida pessoal e profissional.
A união dos 3 fatores (tempo/paciência/dedicação) irá influir diretamente na qualidade do resultado final.
Uma rota bem feita e detalhada, com realismo nas ações e que dê prazer
em simular ou apenas viajar, leva em média, de seis meses a um ano para ficar pronta.
Há outra fase igualmente importante, depois que a rota está pronta e testada: a divulgação na Web. A rota
deve ser hospedada em um provedor confiável, que tenha uma banda razoável, afinal pode ser frustrante
desejar uma rota que é impossível de baixar.
É só, pessoal.
Em uma futura seção, explicarei os comandos válidos para compreender e depois escrever
um Arquivo de Rota. Aguardem!!!
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